segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Planeta negro


A ilustração mais adequada para o planeta negro seria uma esfera totalmente escura, bem mais negra do que esta ilustração criada pelos pesquisadores.[Imagem: David A. Aguilar/CfA]
Planeta negro

Astrônomos descobriram o exoplaneta mais escuro já visto até hoje - um gigante gasoso, do tamanho de Júpiter, conhecido como Tres-2b.

Tres é um acrônimo para Trans-Atlantic Exoplanet Survey, um sistema pequeno e barato, de apenas quatro telescópios de 10 centímetros cada um, que rastreia exoplanetas pelo método do trânsito planetário - que detecta a variação no brilho da estrela quando o planeta passa à sua frente.

As medições mostram que o Tres-2b reflete menos de um por cento da luz que incide sobre ele, o que o torna mais negro do que o carvão e muito mais escuro do que qualquer planeta ou lua em nosso Sistema Solar.

"O Tres-2b é consideravelmente menos reflexivo do que a tinta acrílica preta, por isso ele é verdadeiramente um mundo alienígena," brinca o astrônomo David Kipping - Kipping é um dos que defendem que a vida fora da Terra deve ser procurada nas exoluas, as luas dos exoplanetas.

Substâncias que absorvem luz

No caso do nosso maior gigante gasoso, Júpiter é envolto em nuvens de amônia brilhantes, que refletem mais de um terço da luz solar que chega até ele.

Em contraste, o Tres-2b não tem nuvens reflexivas devido à sua alta temperatura - ele está a apenas cinco milhões de quilômetros de sua estrela.

A luz intensa da estrela aquece o Tres-2b a uma temperatura superior a 1.000 graus Celsius - quente demais para nuvens de amônia.

Em vez disso, sua atmosfera exótica contém substâncias químicas que absorvem a luz, como sódio e potássio vaporizado, ou óxido de titânio gasoso.

Escuridão vermelha

Ainda assim, nenhum desses compostos químicos consegue explicar completamente a escuridão extrema do Tres-2b.

"Não está claro o que é responsável por tornar este planeta tão extraordinariamente escuro," confessa David Spiegel, da Universidade Princeton, coautor do estudo.

"No entanto, ele não é completamente preto - ele é tão quente que emite um brilho vermelho fraco, como uma brasa ou as bobinas de um fogão elétrico," conclui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nasa anuncia evidência de água líquida na superfície de Marte


A Nasa (agência espacial americana) confirmou, nesta quinta-feira, ter fortes evidências da existência de água líquida na superfície de Marte.

Os dados foram coletados pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho.

"[A descoberta] reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro", comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

A água líquida, que seria salgada, aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte --a existência de água congelada próximo à superfície, em diversas regiões do planeta, já havia sido anunciada antes.

De cor enegrecida, a substância foi vista durante a primavera e o verão. No inverno, tornou-se menos visível. E voltou a surgir na primavera seguinte.

"As linhas escuras são diferentes de outros tipos de recursos [encontrados] nas encostas marcianas", disse o cientista Richard Zurek, do projeto JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, Califórnia.

"Repetidas observações mostram que [elas] se estendem cada vez mais para baixo com o tempo, durante o aquecimento da temporada."

Segundo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona e principal autor de um estudo sobre o assunto publicado nesta quinta-feira na revista "Science", o fluxo não é negro por estar úmido, mas por outras razões ainda desconhecidas.

Alguns aspectos das observações feitas pela sonda intrigam os cientistas, mas o fato de a água ser salgada reforçaria a hipótese de o solo marciano conter o líquido.

Nas estações mais quentes, a temperatura local subiria acima do ponto de congelamento e a água escorreria sob uma fina camada de poeira, encosta abaixo.

Depósitos salinos na superfície marciana eram abundantes no passado, e estudos recentes sugerem que eles ainda se formariam de modo mais limitado em algumas áreas.

Terra já teve uma segunda lua, que colidiu com a atual


A Nasa (agência espacial norte-americana) anunciou a descoberta do primeiro asteroide troiano que compartilha a órbita da Terra.

Até agora, os cientistas haviam previsto a possibilidade de haver asteroides troiano como vizinhos próximos da Terra, mas eles nunca foram realmente vistos --os mais famosos no nosso Sistema Solar ficam em Netuno, Marte e Júpiter.

O 2010 TK7, detectado pelo telescópio Neowise antes dele ser desligado em fevereiro deste ano, tem cerca de 300 metros de diâmetro e está a 80 milhões de quilômetros da Terra. Mas não há qualquer motivo para se preocupar com ele: nos próximos cem anos, o máximo que vai conseguir é chegar perto do planeta a uma distância de 24 milhões de quilômetros.

Um troiano é denominado assim quando compartilha a órbita com um corpo celeste maior, como um planeta ou uma lua, mas não colide com o mesmo.

O achado está detalhado na edição desta quinta-feira na revista "Nature".


PLANETÁRIO MÓVEL

Reuniões de apresentação do trabalho feito pelo PLANETÁRIO MOVEL para diretoras e professoras