sábado, 24 de setembro de 2011

Descoberta estrela que nunca deveria ter existido

Descoberta estrela que nunca deveria ter existido
2011-09-07
Cientistas descobriram uma estrela que na teoria nunca deveria ter existido. O astro, localizado na galáxia da Via Láctea, chega mesmo a contrariar as teorias actuais da formação estrelar.

A estrela com massa inferior ao Sol foi descoberta na Via Láctea por um grupo de cientistas, que investigaram os astros a partir do Chile. À luz do saber actual, a estrela com 13 mil milhões de anos não devia sequer existir, o que suscitou grande surpresa entre os astrónomos.

"A teoria geralmente aceite prevê que estrelas como esta, com baixa massa e quantidades extremamente pequenas de metais, não deveria existir, porque as nuvens de matéria a partir das quais se formam os astros nunca se poderiam condensar", explica Elisabetta Caffau, cientista que liderou a equipa de investigadores.

O astro raro, agora descoberto, chama-se SDSS J102915+172927 e é formado quase exclusivamente por aquilo que os astrónomos chamam de metais (hidrogénio e hélio com pequenas quantidades de outro elemento, o metal, mais pesado que estes últimos).

Elisabetta Caffau, investigadora da Universidade de Heidelberg (Alemanha) e do Observatório de Paris, diz que "foi uma surpresa o achado, pela primeira vez, de uma estrela nessa zona proibida da teoria e significa que talvez se tenham que rever os modelos da formação estrelar", citada pelo diário espanhol "El País".

SDSS J102915+172927 é o código que indica a posição da estrela no céu, na constelação de Leo. O astro tem, provavelmente, 13 mil milhões de anos. Ou seja, quer dizer que se formou quando o universo (13700 milhões de anos) ainda era muito jovem. Com os detectores do conjunto dos telescópios VLT Observatório Europeu do Sul, Caffau e a equipa determinaram que a proporção de metais na estrela é 20 mil vezes inferior à do Sol.

QUEDA DE SATÉLITE

Nasa confirma que satélite caiu na Terra, mas não sabe onde
(AFP) – Há 11 horas
WASHINGTON, EUA — Um satélite de 6,3 toneladas que devia cair na Terra entre sexta e sábado de fato caiu por volta da meia-noite (04H00 GMT de sábado), mas ainda se ignora o lugar exato, anunciou a agência espacial Nasa.

Os restos do Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS, sigla em inglês), colocado em órbita há 20 anos pela Nasa, caiu na Terra entre as 03H23 GMT e as 05H09 GMT deste sábado, confirmou a Nasa.

"O satélite estava passando na direção leste sobre o Canadá e a África, assim como grandes setores dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índido durante esse período", afirmou a agência.

A agência espacial destacou que os riscos para a segurança da população são "mínimos" e reafirmou que a segurança é uma de suas prioridades.

Existe uma possibilidade em 3.200 que alguém em algum lugar do mundo seja atingido pelos destroços, o que, em um planeta desabitado em 90% de sua superfície, se transforma numa probabilidade de 0,03%.

Segundo a Nasa, até hoje "não há informes confirmados de lesões resultantes do reingresso de objetos espaciais".

O UARS é o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979. Espera-se que se desprendam do satélite 26 fragmentos, com peso variando entre 1kg e 158kg.

O satélite, de 3 x 10 metros, pesa 5.900 kg, tem 10 instrumentos para medir as reações da camada de ozônio e oficialmente desativado em 2005.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Queda de satélite de 6 toneladas reabre discussão sobre limpeza espacial


Queda de satélite de 6 toneladas reabre discussão sobre limpeza espacial

O homem consegue poluir até fora do Planeta!!!!!!

Nas próximas horas - provavelmente por volta de 17h05min desta sexta -, quase seis toneladas de lixo espacial norte-americano cairão em algum lugar da Terra. O local exato ainda não pôde ser definido pela Nasa, que monitora a trajetória do Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês), inativo desde 2005. De qualquer maneira, o caso reacende a discussão sobre a quantidade de material enviado pelo homem espalhado na órbita terrestre. Para alguns especialistas, chegamos a um "ponto crítico", havendo necessidade de se realizar uma limpeza no espaço.

O que ocorre, conforme explica a pesquisadora Thais Russomano, coordenadora do Centro de Microgravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), é que os equipamentos espaciais, como os satélites, têm um tempo de vida útil, sendo desativados após as missões. "Isso pode afetar a velocidade com a qual um satélite orbita a Terra e, se a velocidade diminui muito, a força gravitacional terrestre puxa-o em direção ao planeta".

É o caso do Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera, transportado pela nave Discovery em 1991. Ele foi projetado para medir as mudanças atmosféricas e os efeitos da poluição no planeta. Contudo, concluiu a missão em 2005 e, desde então, tornou-se lixo espacial - com o peso de um ônibus.

Apesar de parecer inusitado, muitos objetos que circundam a Terra caem sobre o nosso planeta diariamente. O que não cai, fica vagando pelo espaço, já repleto de telescópios, satélites e demais máquinas produzidas pelo homem e que não têm mais funcionalidade.

Que tal explodir tudo lá em cima?

A ideia de explodir os artefatos no espaço, ao contrário do que muitos imaginam, não resolve o problema. Pelo contrário. "Explodir (os satélites, por exemplo) pode agravar o problema de se criar mais lixo espacial, pois vários componentes - grandes e pequenos -, bem como a poeira originada na explosão, ficariam orbitando o planeta", avalia a pesquisadora.

Thais diz que já existem planos de que as agências espaciais, responsáveis por terem colocado os satélites (ou outros objetos) em órbita, ou mesmo tenham produzido lixo cósmico de outras formas, comecem um processo de limpeza. No entanto, o custo desta faxina é muito alto e o assunto ainda está em discussão. "O que já ficou claro é que quem polui tem que limpar", afirma.

O UARS pode cair em cima de alguém?

O local preciso onde o satélite americano cairá não foi divulgado pela Nasa. A princípio, pode ser em qualquer lugar, mas especialistas russos acreditam que o satélite acertará o mar de Papua Nova Guiné por volta das 17h05min (horário de Brasília) desta sexta-feira. De qualquer maneira, Thais diz que a probabilidade de o objeto acertar alguém é rara.

"O maior risco é cair sobre uma zona habitada, onde poderá haver dano material ou até mesmo atingir uma ou mais pessoas. Mas como a Terra tem mais água do que terra, e a terra não é toda habitada, a chance fica muito pequena", calcula.

Os cientistas da Nasa estimam que o satélite vá se despedaçar ao entrar na atmosfera. Segundo eles, desde o início da era espacial não se confirmou nenhum caso de pessoa ferida por um objeto espacial durante o retorno ao planeta.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011